Alunos do Prouni podem solicitar bolsa permanência de R$ 700 por mês; veja como e quem tem direito

Os estudantes beneficiários de bolsa integral do Programa Universidade para Todos matriculados em cursos superiores presenciais integrais podem solicitar a Bolsa Permanência Prouni concedida pelo Ministério da Educação (MEC).

O benefício financeiro tem valor mensal de R$ 700 para ajudar o aluno a pagar despesas relacionadas aos estudos.

Como solicitar
Diferentemente de outros processos eletivos, para a Bolsa Permanência Prouni não há uma única plataforma padronizada para a inscrição inicial.

O estudante interessado deve procurar diretamente a coordenação do Prouni na instituição privada de ensino superior onde estuda para verificar a elegibilidade de seu curso e dar início aos procedimentos internos. 

O coordenador deve fazer o cadastramento do aluno no Sistema Informatizado do Prouni (Sisprouni) e emite, mensalmente, a relação dos beneficiários até o dia 15 de cada mês. 

Quem tem direito
Para receber a bolsa mensal, o estudante precisa preencher todos os três requisitos:

1. ser beneficiário de uma bolsa integral do Prouni; 
2. estar matriculado em curso presencial e de turno integral com duração mínima de seis semestres;
3. o curso precisa ter uma média igual ou superior a seis horas de aula por dia.

Caso esteja apto, o candidato ao benefício precisará assinar o Termo de Concessão de Bolsa Permanência emitido pelo coordenador da instituição, comprovando os dados bancários exigidos pelo programa.

Pelas regras, é vedada a acumulação da bolsa permanência do MEC com outras bolsas voltadas ao custeio de despesas educacionais mantidas com recursos públicos de qualquer esfera federativa (federal, estadual e municipal).

Seleção
A seleção ocorre mensalmente, no primeiro dia do mês, condicionada à disponibilidade orçamentária da Secretaria de Educação Superior (Sesu). Nos casos em que o número de candidatos supere os recursos disponíveis, a priorização observa o processo seletivo de ingresso (do mais antigo ao mais recente) e a média obtida nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Depósito
O valor da Bolsa Permanência é depositado mensalmente em conta corrente bancária individual do estudante no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.

O número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do estudante deve ser o mesmo cadastrado no Sistema Informatizado do Prouni (Sisprouni) pelo coordenador do curso. Não são aceitas contas poupança, contas conjuntas ou contas eletrônicas "operação 023" da Caixa.

Bloqueio do auxílio
O estudante que tiver a sua bolsa de estudos principal do Prouni suspensa temporariamente terá o pagamento dos R$ 700 bloqueado até que a situação seja regularizada. No caso de o estudante se transferir para outro curso sem turno integral, o recebimento da bolsa permanência é encerrado.

Prouni
O Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em faculdades privadas.

O público-alvo do Prouni é o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.  

A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

Fonte: Agência Brasil

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Anvisa proíbe venda e uso de seis marcas de sal comercializadas irregularmente na internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, fabricação, importação, distribuição, divulgação e utilização de seis produtos de sal que estavam sendo comercializados de forma irregular no Brasil.

Os produtos atingidos pela determinação são Quanqton Ocean Salts, Sal Integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral.

Segundo a Anvisa, os produtos eram fabricados por uma empresa desconhecida e vendidos irregularmente pela internet. Diante das irregularidades identificadas, a agência determinou também a apreensão dos produtos.

🧂 Sais eram vendidos em diferentes plataformas
A decisão da Anvisa destaca que os produtos eram anunciados em diversas plataformas de comércio eletrônico e comercializados em embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos.

De acordo com o órgão, nenhum dos produtos possuía a regularização sanitária necessária para ser comercializado.

A ausência de regularização impede que a autoridade sanitária faça as verificações exigidas para garantir que o produto esteja adequado às normas aplicáveis antes de chegar ao consumidor.

⚠️ Propagandas apresentavam alegações não permitidas
Além da falta de regularização, a Anvisa identificou propagandas consideradas irregulares nos anúncios dos produtos.

Entre as alegações utilizadas na divulgação estava a apresentação de um dos sais como: “sal marinho integral com concentração elevada de magnésio — desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso”.

O anúncio também afirmava que o produto “evita câimbra e fadiga muscular”.

Outras propagandas associavam os produtos a benefícios relacionados à prática de exercícios físicos, com promessas de “reposição mineral durante treinos longos e provas”, “hidratação celular real — não só água, mas eletrólitos que o corpo absorve” e “recuperação mais rápida após esforço intenso”.

As alegações foram consideradas irregulares pela autoridade sanitária.

🚫 Comercialização está proibida
Com a determinação da Anvisa, os produtos não podem continuar sendo fabricados, importados, distribuídos, vendidos, divulgados ou utilizados.

A medida também alcança a publicidade dos itens, impedindo que os produtos continuem sendo promovidos em plataformas de comércio eletrônico ou outros canais.

A atuação da agência ocorre diante da identificação de produtos sem regularização sanitária e de anúncios que atribuíam aos sais propriedades e benefícios que não poderiam ser apresentados dessa maneira ao consumidor.

A orientação, diante da proibição, é que os consumidores não adquiram nem utilizem os produtos citados na determinação da Anvisa.

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‘Taxa das blusinhas’ pode voltar em setembro caso MP não seja aprovada pelo Congresso

A chamada 'taxa das blusinhas', referente à cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais com valor inferior a US$ 50, poderá voltar a ser aplicada no Brasil em setembro caso a Medida Provisória (MP) que suspendeu a tributação não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Publicada em 12 de maio deste ano, a MP transferiu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a competência para alterar as alíquotas do imposto de importação incidente sobre remessas postais internacionais, inclusive permitindo a redução a zero da tributação para compras de até US$ 50.

A medida foi prorrogada no início de julho pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e tem validade assegurada somente até 8 de setembro.

Caso a MP não seja aprovada pelo Congresso ou outra norma legal não seja editada para manter a desoneração, o ministro da Fazenda perderá a autorização para manter a alíquota zerada. Com isso, a tributação poderá voltar a vigorar a partir de 9 de setembro, após a perda de eficácia da medida.

📋 Entenda como funciona a medida provisória
As medidas provisórias possuem força de lei imediatamente após sua publicação e passam a produzir efeitos de forma instantânea.

Apesar disso, elas precisam ser posteriormente analisadas pelo Congresso Nacional, que pode aprovar o texto, modificá-lo ou rejeitá-lo.

O prazo inicial de validade de uma MP é de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias. No caso da medida que trata da 'taxa das blusinhas', a prorrogação já ocorreu.

Em meio ao calendário eleitoral, a proposta ainda aguarda a instalação de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, para emitir parecer sobre o texto.

Depois dessa etapa, a MP precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Se os senadores modificarem o texto aprovado pelos deputados, a proposta retorna à Câmara para nova análise.

💰 ICMS continua sendo cobrado
A suspensão do imposto de importação não eliminou todos os tributos incidentes sobre as compras internacionais.

Os estados mantiveram a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquotas entre 17% e 20%, conforme as regras aplicáveis.

Essa tributação permanece vigente independentemente do que ocorrer com a medida provisória federal.

Além disso, mesmo que a MP seja mantida e a cobrança do imposto de importação continue suspensa, a tributação das encomendas de valor inferior a US$ 50 deverá retornar em 2027 por meio do novo tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

A alíquota que será aplicada ainda não está definida. Um cálculo realizado pela consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.

📦 Número de encomendas internacionais aumentou
Em junho, primeiro mês completo sem a incidência da tributação, houve um forte aumento no número de encomendas internacionais.

O crescimento das compras é acompanhado pelo governo em meio ao debate sobre os efeitos da desoneração para consumidores, empresas brasileiras e o mercado nacional.

⚖️ Taxa divide consumidores e setor produtivo
A chamada 'taxa das blusinhas' tornou-se um dos temas mais controversos da política tributária brasileira.

Entre os consumidores, a cobrança recebeu críticas por aumentar o preço de produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais de comércio eletrônico.

Os críticos também argumentaram que turistas em viagens internacionais possuem vantagens tributárias relacionadas a determinadas cotas de compras realizadas no exterior e trazidas ao país.

Por outro lado, varejistas brasileiros defendem a tributação das compras internacionais.

O setor argumenta que a isenção favorece produtos importados e cria uma diferença tributária em relação às mercadorias comercializadas por empresas instaladas no Brasil. Para esses representantes, é necessário garantir “isonomia tributária”, com regras semelhantes para produtos nacionais e importados, como forma de proteger empresas e empregos no país.

🏛️ Impasse também chegou ao Congresso
A discussão sobre a tributação também provocou divergências no cenário político.

A decisão do governo federal de cobrar imposto sobre compras de baixo valor foi criticada por setores da oposição, que classificaram a medida como mais um “aumento de imposto” e acusaram o Executivo de ter uma suposta “sanha arrecadatória”.

A aprovação da tributação no Congresso exigiu articulação entre o governo e representantes do varejo brasileiro.

Posteriormente, a edição da MP que retirou a cobrança foi interpretada por integrantes do Centrão e da oposição como uma medida de caráter eleitoral, transferindo ao Congresso a responsabilidade de decidir se uma medida de grande apelo popular seria ou não transformada em lei.

A MP foi editada após uma das principais derrotas do governo Lula no Congresso em 2026: a rejeição da indicação do então Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

🤝 Relação entre Lula e Alcolumbre influencia tramitação
O cenário político também envolve o desgaste na relação entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre, apontado como um dos principais articuladores da derrota de Jorge Messias no Senado.

Cabe ao presidente do Senado despachar a MP para análise na comissão mista e, posteriormente, para votação na Câmara e no Senado.

Desde o episódio envolvendo a indicação ao STF, Lula e Alcolumbre não haviam conversado até um encontro promovido na semana passada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Apesar da reabertura do diálogo, os dois não teriam discutido temas específicos. As pendências políticas, incluindo a MP que trata da 'taxa das blusinhas', podem ficar para depois das eleições.

📅 Calendário eleitoral dificulta votação
Outro obstáculo para a votação da medida é o calendário eleitoral.

Em meio ao período de campanha, Alcolumbre estabeleceu apenas dois períodos de esforço concentrado no Senado.

O primeiro ocorre entre 10 e 14 de agosto, enquanto o segundo está previsto para o período de 31 de agosto a 3 de setembro.

Com o prazo de validade da MP se aproximando do fim, o Congresso terá uma janela reduzida para analisar a proposta antes de sua eventual caducidade.

🗣️ Base governista e oposição avaliam consequências
Dentro do governo e da oposição existem avaliações diferentes sobre a possibilidade de a MP perder a validade.

Uma parte dos parlamentares entende que a caducidade da medida poderia expor o caráter eleitoral atribuído à decisão do governo de editar a MP e demonstrar dificuldades da base governista para aprovar propostas no Congresso.

Outra avaliação é de que a perda de validade de uma medida com forte apelo popular poderia gerar desgaste para o próprio Parlamento, reacendendo o slogan utilizado anteriormente pela militância petista de “Congresso Inimigo do Povo”.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reconheceu as dificuldades para avançar com a votação.

“O tempo está curto sim. Teríamos que acordar a urgência.”

🏭 Empresas e trabalhadores defendem posições diferentes
A discussão sobre o futuro da tributação também mobiliza empresas, importadores, produtores nacionais e representantes dos trabalhadores.

Entidades ligadas ao setor produtivo e importadores vêm atuando no Congresso e até mesmo na Justiça para defender seus interesses.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, entre elas Alibaba, Amazon e Shein, defende a aprovação definitiva da medida que mantém a tributação zerada.

A entidade afirma que o Congresso deveria avançar com a proposta para estimular a competitividade e ampliar o acesso dos consumidores às compras internacionais.

“Passados mais de 60 dias da edição da MP que zerou a tributação, o Congresso Nacional ainda não concluiu sua votação. O prazo para aprovação expira em setembro e, caso isso não ocorra, a cobrança poderá ser restabelecida”, afirmou a entidade.

Na direção contrária, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) se posicionou contra a MP e alertou para possíveis impactos sobre o mercado de trabalho brasileiro, especialmente nos empregos ligados ao comércio e à indústria.

A entidade defende que qualquer discussão sobre política tributária considere a proteção do emprego e da produção nacional.

Segundo a UGT, medidas que aumentem a exposição do mercado interno a diferenças competitivas podem comprometer os avanços na geração de empregos formais, principalmente em setores que empregam grande quantidade de trabalhadores.

“O Brasil não pode aceitar que decisões dessa natureza coloquem em risco trabalhadores e empresas que produzem, investem e geram oportunidades em todas as regiões do país”, afirmou a entidade em nota assinada pelo presidente da UGT, Ricardo Patah.

💼 Governo acompanha impacto das importações
No fim de julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica acompanha os dados relacionados às compras internacionais e que poderá sugerir ao presidente Lula a retomada da tributação.

Segundo Durigan, houve aumento nas importações de produtos após a suspensão da cobrança.

“A gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos.”

O ministro afirmou ainda que o governo possui mecanismos para acompanhar o comportamento das importações e avaliar seus impactos sobre a produção nacional.

“A qualquer momento que a gente perceber que está fora do padrão e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário.”

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Pesquisa BTG/Nexus aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno; veja os números

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo a 9ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10). O levantamento mostra, porém, que a diferença permanece dentro da margem de erro.

No cenário estimulado, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44%. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum dos candidatos somam 8%, e 1% não soube responder.

Na rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, Lula tinha 46%, contra 45% de Flávio Bolsonaro. A nova pesquisa, portanto, mostra uma oscilação favorável ao presidente no confronto direto.

🗳️ Lula x Flávio Bolsonaro
Embora Lula apareça três pontos percentuais à frente, a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, o resultado indica um cenário de proximidade entre os dois candidatos.

O levantamento também aponta que Lula oscilou positivamente de 46% para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 45% para 44% na comparação com a pesquisa anterior.

Disputa com Ronaldo Caiado
Em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto o governador de Goiás aparece com 42%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado também configura um cenário de proximidade entre os dois candidatos.

Na pesquisa anterior, realizada em 3 de agosto, os índices eram os mesmos: Lula com 46% e Caiado com 42%.

Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9% nesse cenário, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder.

🔵 Lula aparece à frente de Romeu Zema
No confronto simulado entre Lula e Romeu Zema (Novo), o presidente também aparece numericamente à frente.

O levantamento aponta Lula com 47% das intenções de voto, contra 40% de Zema. Na pesquisa anterior, o presidente tinha 46%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais permanecia com 40%.

Nesse cenário, 11% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Outros 2% não souberam responder.

Lula também lidera contra Renan Santos
A pesquisa ainda simulou uma disputa entre Lula e Renan Santos (Missão).

Nesse cenário, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Renan Santos registra 37%.

Na rodada anterior da pesquisa, Lula tinha 47%, contra 37% de Renan Santos.

Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 13% dos entrevistados, enquanto 3% não souberam responder.

📊 Pesquisa ouviu mais de 2 mil eleitores
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.001 entrevistados com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

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Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. "O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose", afirmou.

Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

"Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia", alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. "Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa."

Dieta carnívora
A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

"Isso é uma invenção", afirmou.

Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

"Não é uma dieta aconselhável", resumiu.

Estilo de vida
Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

"A pior gordura que tem é essa", disse, referindo-se à gordura trans.

O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

"O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação", explicou.

O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

Estatinas
Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

"O paciente não deve interromper esse tratamento", reforçou.

Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

"Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.", avaliou.

O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

"O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular."

Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Hipercolesterolemia familiar
Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

"Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância."

Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

Obesidade
O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

Fatores de risco
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

"Eu diria que ela já é o quinto fator de risco", afirmou.

O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.
 
Fonte: Agência Brasil

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Candidatura oficializada: Lula apresenta imagem que estará nas urnas em 2026

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgou neste sábado (8) a foto oficial que será utilizada em sua campanha eleitoral após a oficialização de sua candidatura à Presidência da República junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições de 2026 marcarão a sétima vez em que o petista disputará o Palácio do Planalto.

Ao publicar a imagem nas redes sociais, Lula fez uma brincadeira com os eleitores e escreveu: “Preparados pra ver essa carinha nas urnas?!”

A candidatura do presidente foi oficializada pelo Partido dos Trabalhadores na sexta-feira (7). Na mesma ocasião, a legenda apresentou o programa de governo elaborado para um eventual novo mandato.

O documento está organizado em 13 tópicos e reúne propostas para diferentes áreas da administração pública, estabelecendo as principais diretrizes que deverão orientar a campanha presidencial.

🛡️ Plano prevê criação do Ministério da Segurança Pública
Entre as propostas apresentadas pelo PT está a criação de um Ministério da Segurança Pública.

Segundo o programa de governo, a criação da nova pasta dependerá da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional.

A estrutura teria como uma de suas principais atribuições coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança pública no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

De acordo com o programa, a medida busca fortalecer a integração entre os diferentes níveis de governo, ampliar a atuação da inteligência estatal e intensificar o combate ao crime organizado.

📱 Programa propõe regulação das redes sociais
Outra frente apresentada pelo programa de governo está relacionada ao ambiente digital.

O documento propõe avançar na chamada “regulação democrática” das redes sociais e das plataformas digitais, colocando a medida como parte de uma estratégia voltada ao fortalecimento da democracia.

Segundo o plano, a proposta pretende impedir a disseminação de desinformação, campanhas de ódio e outras formas de comunicação consideradas prejudiciais ao ambiente democrático.

Ao mesmo tempo, o programa ressalta que eventuais medidas de regulação deverão ser conciliadas com a garantia da liberdade de expressão e de uma opinião pública plural.

🇧🇷 Soberania nacional é uma das prioridades
O programa apresentado pelo PT também coloca a defesa da soberania nacional entre os pontos centrais para um eventual novo mandato.

O documento sustenta que a soberania brasileira deve ser fortalecida em diferentes áreas, incluindo defesa nacional, geopolítica, ciência e tecnologia, segurança digital, energia, recursos minerais, meio ambiente, economia, alimentação, educação e saúde.

A proposta apresentada pela legenda defende que o Brasil amplie sua autonomia de decisão e tenha capacidade de proteger seu território e seus recursos naturais, além de formular um projeto próprio de desenvolvimento.

O texto também afirma que o país deverá se posicionar diante das disputas internacionais sem se subordinar aos interesses de outras potências.

🗳️ Sétima disputa presidencial
Com a candidatura oficializada para 2026, Lula chegará à sua sétima disputa pelo cargo de presidente da República.

O petista concorreu ao Palácio do Planalto anteriormente em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022. Nas eleições de 2002, foi eleito presidente pela primeira vez e, em 2006, conquistou a reeleição.

Depois de permanecer fora das disputas presidenciais seguintes, Lula voltou a concorrer em 2022, quando venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e retornou à Presidência.
 
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Duas cidades colocam o Cariri em evidência após avanço do Ceará no Ideb; veja todos os municípios reconhecidos

O Cariri voltou a figurar entre os principais destaques da educação pública cearense com a divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Os municípios de Crato e Nova Olinda aparecem entre as cidades que possuem escolas públicas classificadas entre as melhores do Ceará, reforçando o desempenho da região no cenário estadual.

Os dados, divulgados na quarta-feira (5), também confirmam a consolidação do regime de colaboração entre o Governo do Ceará e as administrações municipais, estratégia que vem fortalecendo o Ensino Fundamental e elevando os indicadores educacionais em todo o estado.

O avanço foi registrado em todas as etapas avaliadas. Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a nota média do Ceará passou de 6,5 para 6,8. Nos Anos Finais, o índice subiu de 5,4 para 5,6, enquanto o Ensino Médio integrado à educação profissional avançou de 4,6 para 4,7.

📚 Cariri ganha destaque entre as melhores escolas
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o Ceará conta com 82 escolas públicas classificadas até a 100ª posição do Ideb, número que chega a 116 unidades em razão dos empates. Essas escolas estão distribuídas em 31 municípios, entre eles Crato e Nova Olinda, reforçando a presença do Cariri entre os destaques estaduais.

Já nos Anos Finais do Ensino Fundamental, o estado reúne 84 escolas públicas até a 100ª colocação, totalizando 107 unidades por causa dos empates. As escolas pertencem a 26 municípios, incluindo novamente Nova Olinda, que permanece entre os destaques cearenses.

A presença dos municípios caririenses evidencia o fortalecimento da educação pública na região e o trabalho desenvolvido pelas redes municipais em parceria com o Estado.

📈 Ceará amplia presença entre os melhores do Brasil
O levantamento mostra que o Ceará ampliou sua participação entre os municípios brasileiros com melhor desempenho educacional.

Nos Anos Iniciais, 41 municípios cearenses figuram entre os 100 melhores do país, número superior aos 28 registrados em 2023. Desse grupo, 20 alcançaram nota máxima (10).

Nos Anos Finais, o estado também avançou, passando de 25 para 35 municípios entre os cem melhores do Brasil.

Outro dado expressivo é que as 13 escolas com maior Ideb do país nos Anos Finais pertencem ao Ceará. A liderança é compartilhada pela EEIF em Tempo Integral Cícero Barbosa Maciel, em Pedra Branca, e pela EEF João Evangelista da Cruz, no município de Cruz, ambas com nota 9,5.

Municípios com escolas entre as melhores nos Anos Iniciais

As escolas classificadas entre as melhores do estado estão distribuídas nos municípios de: Acaraú, Alcântaras, Ararendá, Camocim, Caridade, Cariré, Catunda, Coreaú, Crateús, Crato, Croatá, Cruz, Deputado Irapuan Pinheiro, Independência, Ipaporanga, Itatira, Jijoca de Jericoacoara, Meruoca, Mombaça, Morrinhos, Nova Olinda, Nova Russas, Novo Oriente, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Pires Ferreira, Quixeramobim, Senador Sá, Sobral, Ubajara e Varjota.

Municípios com escolas entre as melhores nos Anos Finais

Já nos Anos Finais do Ensino Fundamental, os municípios contemplados são: Ararendá, Camocim, Cariré, Coreaú, Croatá, Cruz, Deputado Irapuan Pinheiro, Forquilha, Ipaporanga, Massapê, Meruoca, Milhã, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morrinhos, Nova Olinda, Nova Russas, Novo Oriente, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Pires Ferreira, Senador Sá, Sobral, São Benedito, Ubajara e Varjota.

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Lei amplia punição a crimes sexuais online contra crianças; entenda

O Brasil já detém normas mais rígidas para combater crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive em ambientes digitais e com o uso de inteligência artificial (IA). 

A Lei nº 15.487 passa a vigorar nesta sexta-feira (7) e altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei de Combate ao Crime Organizado para endurecer o tratamento penal aplicado aos autores desses delitos.

Entre as principais mudanças, a legislação amplia as possibilidades de investigação de crimes sexuais praticados pela internet. A nova lei autoriza rondas virtuais por órgãos de segurança a fim de identificar e coletar arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos.

A atividade dispensa autorização judicial prévia. A norma também reforça a atuação de policiais infiltrados na internet para apurar crimes. 

Inteligência artificial 
O texto passa a considerar explicitamente o uso de tecnologias de inteligência artificial em crimes relacionados à violência sexual infantil.

A legislação aumenta as penas para autores que usem recursos como deepfakes, filtros ou outras ferramentas capazes de alterar imagem e voz para se passar por crianças ou adolescentes e aliciar vítimas.

Além disso, haverá aumento de pena para criminosos que empregarem mecanismos de anonimização digital, como ocultação ou falsificação de endereço IP e outros identificadores, com o objetivo de dificultar a identificação pelas autoridades.

Em relação ao material ilegal, a lei amplia a definição de conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes para incluir representações reais ou fictícias produzidas, manipuladas ou geradas por inteligência artificial quando apresentarem conotação sexual.

Atendimento às vítimas
A nova lei assegura às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual o direito a atendimento psicológico e psicossocial especializado, contínuo e integral. O suporte deverá considerar os impactos emocionais decorrentes da circulação permanente de imagens e vídeos na internet, inclusive em plataformas internacionais.

O texto também determina que vítimas recebam acolhimento em serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em ambiente que garanta privacidade e proteção contra o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente do agressor.

Além disso, o autor da violência ficará obrigado a ressarcir integralmente os custos do tratamento da vítima, incluindo os serviços prestados pelo SUS.

Crimes hediondos e prisão preventiva
A lei também amplia o rol de crimes considerados hediondos, incluindo diversas condutas ligadas à produção, divulgação, posse e aliciamento relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

O texto prevê ainda a possibilidade de prisão preventiva para crimes contra a dignidade sexual praticados contra menores e para delitos previstos no ECA relacionados à exploração sexual infantil.

A legislação ainda endurece as consequências para integrantes de organizações criminosas envolvidas em crimes contra crianças e adolescentes e reforça medidas de perda de bens e valores obtidos com a prática criminosa.

Fonte: Agência Brasil

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Crimes violentos caem mais de 42% no Ceará em 2026 e reforçam tendência de redução da violência

Os indicadores da segurança pública seguem apresentando resultados positivos no Ceará. Dados divulgados nesta sexta-feira (7) pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mostram que o Estado reduziu em 42,6% o número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao longo dos sete primeiros meses deste ano, foram registrados 971 homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, contra 1.689 ocorrências contabilizadas no mesmo intervalo de 2025.

📉 Julho apresentou o menor número de crimes desde 2014
O levantamento também destaca o desempenho registrado em julho. O Ceará contabilizou 125 Crimes Violentos Letais e Intencionais, número 51,9% inferior ao observado em julho de 2025, quando foram registradas 260 ocorrências.

Segundo o Governo do Estado, trata-se do menor número de crimes para o mês de julho desde o início da série histórica da SSPDS, iniciada em 2014.

🏙️ Interior concentra maior redução
A queda da violência foi observada em todas as regiões do Ceará, mas o maior destaque ficou com os municípios do interior.

Em julho de 2025, o interior registrou 143 crimes violentos letais. Neste ano, o número caiu para 85 casos, refletindo uma das maiores reduções verificadas no levantamento.

🚨 Crimes patrimoniais também recuam
Além da redução dos crimes contra a vida, o Estado registrou diminuição significativa nos delitos contra o patrimônio.

Os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP), categoria que engloba os roubos em geral, somaram 985 registros em julho deste ano, frente aos 2.392 casos registrados no mesmo mês de 2025, representando queda de 58,8%.

Já os casos de furto passaram de 4.921 para 4.011 ocorrências, redução de 18,5% na comparação anual.

👮 Investimentos e reforço operacional
Durante a divulgação dos resultados, o governador Elmano de Freitas atribuiu o desempenho às ações de fortalecimento das forças de segurança implementadas pelo Estado.

Entre as medidas destacadas estão a ampliação do número de batalhões da Polícia Militar, criação de novas companhias, expansão das unidades da Polícia Civil, aquisição de viaturas, investimentos em inteligência policial e adoção de um sistema de metas com incentivos financeiros e progressão funcional para os profissionais da segurança.

Segundo o governador, o Ceará também avançou na redução dos casos de latrocínio e intensificou as prisões de integrantes de organizações criminosas, fatores que contribuíram para a queda dos índices de violência ao longo de 2026.

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WhatsApp encerra suporte a celulares antigos em setembro; veja se o seu será afetado

Usuários de celulares Android antigos precisarão se preparar para uma mudança importante nos próximos meses. A partir de 8 de setembro de 2026, o WhatsApp deixará de oferecer suporte a dispositivos que utilizam versões antigas do sistema operacional Android, exigindo que o aplicativo seja executado apenas em aparelhos com Android 6.0 (Marshmallow) ou superior.

Na prática, isso significa que quem ainda utiliza smartphones com Android 5.0 ou 5.1 (Lollipop) não conseguirá mais acessar o aplicativo após a data estabelecida pela Meta, empresa responsável pelo serviço.

📲 Mudança acompanha evolução da tecnologia
A atualização faz parte da política adotada pela Meta de revisar, periodicamente, os sistemas operacionais compatíveis com o WhatsApp.

Segundo a empresa, aparelhos mais antigos deixam de receber atualizações de segurança dos fabricantes e apresentam limitações para executar novos recursos incorporados ao aplicativo. Por esse motivo, manter o suporte a esses dispositivos se torna cada vez mais inviável.

Além de melhorias de desempenho, as novas versões do WhatsApp incluem mecanismos de proteção contra golpes, invasões e vulnerabilidades que exigem tecnologias indisponíveis em sistemas lançados há mais de uma década.

📱 Modelos antigos podem ser afetados
Embora a Meta informe apenas a versão mínima do sistema operacional, especialistas apontam que diversos aparelhos populares comercializados entre 2012 e 2015 estão entre os que poderão perder o acesso ao aplicativo.

Entre eles estão:

  • Samsung Galaxy S3, Galaxy S4, Galaxy Note 2 e Galaxy Core;
  • Motorola Moto G (1ª geração) e Moto E (1ª geração);
  • LG G2, LG G3 Beat e LG L Bello;
  • Sony Xperia Z, Xperia SP e Xperia T2 Ultra;
  • HTC One M7 e Desire 816;
  • Huawei Ascend Mate e Ascend G740;
  • Google Nexus 4.

A compatibilidade, entretanto, depende da versão do Android instalada. Alguns desses aparelhos podem continuar funcionando normalmente caso tenham recebido atualização oficial do fabricante.

🔄 Como saber se será necessário trocar de aparelho
Antes do encerramento do suporte, os usuários poderão verificar qual versão do Android está instalada no celular acessando as configurações do dispositivo.

Caso exista uma atualização disponível, basta instalar a nova versão do sistema. Se o aparelho não oferecer suporte ao Android 6.0 ou superior, será necessário migrar a conta para um smartphone mais recente para continuar utilizando o WhatsApp.

A Meta informou que notificações serão enviadas aos usuários antes da mudança para alertar sobre o fim da compatibilidade.

🍎 iPhones também terão novas exigências
As mudanças não atingirão apenas os aparelhos Android. A empresa confirmou que, a partir de 30 de novembro de 2026, o WhatsApp passará a funcionar somente em iPhones com iOS 15.5 ou versões posteriores.

Usuários que utilizam versões anteriores do sistema operacional da Apple também precisarão atualizar o software ou substituir o aparelho para manter acesso ao aplicativo.

🔒 Segurança é o principal motivo
De acordo com a Meta, o encerramento do suporte a sistemas antigos é uma medida voltada à proteção dos usuários.

Como os aparelhos mais antigos deixam de receber correções de segurança dos fabricantes, eles ficam mais vulneráveis a ataques cibernéticos e apresentam dificuldades para executar recursos modernos de criptografia e proteção de dados.

Por isso, a empresa revisa anualmente os sistemas operacionais compatíveis e estabelece novos requisitos mínimos para garantir maior estabilidade, desempenho e segurança aos bilhões de usuários do aplicativo em todo o mundo.

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Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025

As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026.

As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.

Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.

O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas.

A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.

"Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital."

O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações.

Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.

Fonte: Agência Brasil

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Empresa do Cariri é condenada pela Justiça do Trabalho após trabalhador ter doença mental agravada

A Justiça do Trabalho condenou uma empresa do Cariri ao pagamento de cerca de R$ 300 mil a um trabalhador terceirizado após concluir que ele exerceu atividades incompatíveis com o cargo para o qual foi contratado e que as condições de trabalho contribuíram para agravar um quadro psiquiátrico preexistente.

A decisão, proferida pela 1ª Vara do Trabalho da Região do Cariri, reconhece que o empregado foi contratado como mensageiro, mas passou a desempenhar atribuições de coordenação sem a correspondente alteração contratual ou reajuste salarial.

Além da indenização, a sentença determina o pagamento de verbas trabalhistas, pensão mensal pelo período de cinco anos, ressarcimento de despesas com plano de saúde e retificação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Ainda cabe recurso.

📋 Exercício de funções além do contrato
Segundo o processo, o trabalhador foi admitido em maio de 2021 para executar atividades típicas de mensageiro, como transporte de documentos e correspondências.

No entanto, ele afirmou que, poucos meses depois, passou a assumir responsabilidades de coordenação, acumulando funções e enfrentando maior nível de cobrança e pressão no ambiente de trabalho, sem qualquer alteração formal em seu vínculo empregatício.

🩺 Saúde mental foi agravada, concluiu a Justiça
O empregado possui diagnóstico de esquizofrenia paranoide, transtorno de ansiedade generalizada e outros transtornos psicóticos.

Durante o contrato, precisou se afastar das atividades para tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Cerca de um mês após o afastamento, acabou sendo demitido.

Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que, embora o trabalho não tenha provocado o surgimento da doença, as condições enfrentadas durante o exercício das atividades contribuíram para o agravamento do quadro clínico.

A sentença destaca que a pressão constante, o aumento das responsabilidades e o estresse ocupacional atuaram como fatores que intensificaram os sintomas apresentados pelo trabalhador.

⚖️ Empresa contestou acusações
Na ação, a empresa negou que o empregado tenha exercido funções diferentes das previstas em contrato e sustentou que não existe relação entre a atividade profissional e a evolução da doença.

A defesa também alegou que a dispensa ocorreu dentro da legalidade e argumentou que o cargo de coordenação exigiria aprovação em concurso público.

📌 Magistrada reconheceu desvio de função
Ao proferir a sentença, a juíza Maria Rafaela de Castro entendeu que houve desvio de função por período prolongado e ressaltou que cabe ao empregador controlar e fiscalizar as atividades desempenhadas pelos trabalhadores.

Para a magistrada, as provas reunidas no processo demonstraram que as exigências do ambiente de trabalho contribuíram para agravar a condição psiquiátrica do empregado, justificando a condenação ao pagamento das indenizações e demais direitos trabalhistas reconhecidos na decisão.

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Diagnóstico tardio dá poucas chances de cura para o câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença silenciosa, e segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, entre 70% e 80% dos cânceres de pulmão no mundo são diagnosticados em fase totalmente avançada ou em metástase. No Brasil, não é diferente.

Por meio da plataforma Data Câncer 360º, o Instituto Lado a Lado pela Vida analisou 14.145 diagnósticos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023 e descobriu que dentre os casos que continham o estadiamento identificado, ou seja, a avaliação da localização, extensão e disseminação do câncer no organismo, 89,6%, ou o equivalente a 7.267 pacientes, foram diagnosticados já em estágio 3 (2.015 pessoas) ou 4 (5.252), quando existem poucas chances de cura. 

Apenas 698 pacientes (10,4%) descobriram o tumor nas fases iniciais, sendo 307 no estágio 1 e 391 no estágio 2.

Para o oncologista, esse avanço do número de diagnósticos é ocasionado, principalmente, por uma exposição cada vez maior a fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, obesidade e má alimentação. 

“Isso expõe, obviamente, a população brasileira cada vez mais ao risco de desenvolver câncer. O câncer de pulmão é um dos mais incidentes”, alertou, em entrevista à Agência Brasil.

O médico recomenda que todas as pessoas, principalmente aquelas que têm fatores de risco, como tabagistas e ex-tabagistas, devem fazer uma tomografia anual. 

“Essa tomografia anual está disponível no SUS. É totalmente possível fazer tomografia”, lembra.

Ele ressalta, no entanto, que há um problema relacionado à doença. Não há um programa de rastreamento para prevenção e diagnóstico precoce de tumores, como o câncer de pulmão. 

“E essa doença, por ser uma doença silenciosa, quando os sintomas acontecem, eles mostram uma forma comum para outros sintomas secundários como, por exemplo, tosse, uma leve falta de ar, às vezes um quadro que simula uma infecção, uma bronquite, a asma, uma gripe. Isso faz com que as pessoas protelem o diagnóstico”, disse.

Alarme
O estudo do Instituto Lado a Lado pela Vida expõe uma situação ainda mais alarmante, porque mostra que quase 90% dos pacientes que chegam ao SUS, com diagnóstico de câncer de pulmão ou uma suspeita de diagnóstico, já estão em estágios muito avançados. 

“Aquilo que já é crítico mundialmente, no Brasil está em torno de 90%, e expõe exatamente esses gargalos de acesso ao SUS”, alerta o oncologista.

Igor Morbeck defende que o correto seria a população se prevenir, em especial os tabagistas que continuam fumando e mesmo aqueles que pararam de fumar nos últimos 15 anos. 

Esse também é um alerta de sociedades médicas no Brasil, como as de cardiologia, oncologia, entre outras. 

O médico lamentou, porém, que “as políticas públicas não vão na mesma direção, porque não há esse programa”. 

“Os pacientes realmente ficam vulneráveis, só procurando serviços básicos de saúde quando têm sintomas, e o atraso para o diagnóstico quando procuram o sistema básico de saúde, atenção primária, é ainda maior”, afirma.

O estudo alerta também para a qualidade da informação oncológica pública, que em 40% dos casos não é apontado o tamanho do tumor nem se há metástase para outros órgãos. Isso ocorre, segundo Igor Morbeck, porque é preciso tomografar. 

Do total de diagnósticos analisados, 3.857 registros de estadiamento foram classificados como ignorados e 2.100 como não se aplica.

De acordo com o oncologista, um simples raio X de tórax é totalmente inadequado para uma avaliação de câncer de pulmão. Ele lembra que em muitos casos, as pessoas vão em um posto de saúde e fazem apenas um exame de raio X de tórax e não conseguem fazer um diagnóstico. 

“E esses pacientes, muitas vezes, vão para casa com medicamentos, com antibióticos, e a doença só piora”.

Igor Morbeck avalia que, infelizmente, essa é uma realidade muito comum em qualquer parte do Brasil, com destaque para a Região Sudeste, mais populosa. 

“No Sul também há pacientes tabagistas e, com certeza, essa região tem mais incidência de câncer de pulmão do que outras”, apontou.

O ato de fumar é o principal fator de risco também para os jovens que consomem cigarros eletrônicos e estão se viciando mais rapidamente, ao mesmo tempo que alimentam um problema futuro muito grave.

Campanha
O médico ressalta que uma campanha de conscientização tem que ser feita no âmbito do próprio Ministério da Saúde, com agentes de saúde que possam marcar já uma tomografia dentro de famílias que identificaram fatores de risco, incluindo número de tabagistas em casa, para que o diagnóstico seja precoce. 

“Isso poderá economizar muitos milhões de reais para o Ministério da Saúde”, ressalta o médico.

“É muito diferente um paciente que precisa de uma cirurgia daquele outro paciente que precisa tratar um câncer de pulmão ao longo de toda a vida”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que no triênio 2026 a 2028 surgirão 35.380 novos casos de câncer de pulmão no Brasil, a cada ano. Em 2024, a doença matou 32.555 pessoas no país.

Embora o tabagismo continue a principal causa isolada do câncer de pulmão, relacionado a cerca de 85% dos casos, fatores como poluição atmosférica, exposição ocupacional a agentes químicos, predisposição genética e doenças pulmonares crônicas prévias exigem uma estratégia de rastreamento e investigação clínica muito mais ampla, assegura o Instituto Lado a Lado pela Vida.

Fonte: Agência Brasil

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Anvisa proíbe venda de remédios para emagrecimento sem registro e alerta para testosterona falsificada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (6), a apreensão de medicamentos comercializados como auxiliares no emagrecimento que eram vendidos sem registro sanitário. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 3.055/2026.

Além da retirada dos produtos do mercado, a agência também emitiu um alerta sobre um lote falsificado de um medicamento à base de testosterona e proibiu a comercialização de produtos da Associação Canábica Nordeste (Acanne).

💊 Produtos para emagrecimento são retirados do mercado
A Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda, uso e apreendeu todos os lotes dos produtos:

  • Ozempic Natural;
  • Slim Turbo Premium;
  • Slim CPS Dourado Gold.

Segundo a agência, os produtos eram comercializados sem registro sanitário obrigatório e as empresas responsáveis não possuem cadastro regular junto à Anvisa.

A ausência de registro impede a comprovação da qualidade, segurança e eficácia dos produtos, conforme as normas sanitárias vigentes.

🚨 Agência alerta para testosterona falsificada
Na mesma resolução, a Anvisa informou a identificação de um lote falsificado do medicamento Nebido, utilizado em tratamentos específicos de reposição de testosterona.

O alerta refere-se ao lote KT0S5T4, apontado pela própria fabricante do medicamento.

De acordo com a empresa, o padrão de impressão das informações presentes na embalagem não corresponde ao utilizado na fabricação oficial do produto.

Embora seja indicado para situações clínicas específicas, o medicamento também costuma ser utilizado de forma inadequada por pessoas que buscam ganho acelerado de massa muscular, sem acompanhamento médico.

🌿 Produtos de associação de cannabis também foram proibidos
Outra medida adotada pela Anvisa foi a proibição de todos os produtos comercializados pela Associação Canábica Nordeste (Acanne).

Segundo a agência, a entidade não possui autorização de funcionamento válida e estaria operando em endereço não identificado pelos órgãos de fiscalização.

A reportagem do Blog Cariri buscou contato com a associação para comentar a decisão, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

🩺 Anvisa reforça importância da compra de medicamentos regularizados
A Anvisa orienta que consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados e verifiquem se os produtos possuem registro válido junto ao órgão regulador.

Segundo a agência, o uso de medicamentos irregulares ou falsificados pode representar riscos à saúde, uma vez que sua composição, procedência e qualidade não passam pelos controles sanitários exigidos pela legislação brasileira.

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Novo marco ambiental reforça proteção da Chapada do Araripe após décadas de espera

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe passou a contar oficialmente com um plano de manejo, encerrando um período de quase três décadas sem um instrumento técnico voltado à orientação de sua gestão. A aprovação foi oficializada por meio da Portaria ICMBio nº 3.607, publicada na última terça-feira (4) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O documento foi assinado pelo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Oliveira Pires, e deverá ser disponibilizado na íntegra nos próximos dias no portal oficial do órgão.

🌎 Instrumento orientará a gestão da unidade
Considerado o principal documento de planejamento de uma unidade de conservação, o plano de manejo estabelece normas, critérios e diretrizes para o uso sustentável dos recursos naturais, além de definir estratégias para a proteção ambiental e a administração da área.

O texto também servirá de base para ações de fiscalização, pesquisas científicas, educação ambiental, ordenamento territorial e implantação de estruturas necessárias ao funcionamento da unidade de conservação.

🌳 Reivindicação histórica é atendida
A aprovação do plano representa uma antiga demanda de órgãos ambientais, pesquisadores, universidades, organizações da sociedade civil e movimentos voltados à preservação da Chapada do Araripe.

Desde a criação da APA, a ausência de um plano de manejo era apontada como um dos principais desafios para a gestão da unidade, considerada uma das áreas de maior relevância ecológica do Nordeste.

Conhecida como a "Caixa d'Água do Sertão", a Chapada do Araripe exerce papel fundamental na conservação da biodiversidade e na proteção dos recursos hídricos que abastecem diversos municípios da região.

🛡️ Mais proteção para a biodiversidade
Com a publicação da portaria, a APA passa a dispor de um instrumento estratégico para fortalecer as políticas de conservação ambiental e ampliar a segurança jurídica das ações desenvolvidas na unidade.

A expectativa é que o plano contribua para equilibrar a preservação dos ecossistemas com o uso sustentável dos recursos naturais, promovendo uma gestão mais eficiente e integrada do território.

A medida também representa um importante avanço para a proteção da fauna, da flora e das nascentes da Chapada do Araripe, patrimônio ambiental reconhecido pela sua importância para o Ceará e para todo o semiárido brasileiro.

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